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Arrumando as caixas

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Senhoras e senhores, por pura falta de entusiasmo para com blogspot. Ou seja: cansaço. Cansaço. Cansaço. Por isso, estou agora em novo endereço. Vocês me acompanham?

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www.estacaozero.wordpress.com

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Deixei flores na varanda e uma xícara de chá sobre a mesa, então é só puxar uma cadeira, jogar uma almofada no chão e provar do doce de abóbora que está saindo do fogo...

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Chamada a cobrar.

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Após o sinal diga o seu nome e a cidade de onde está falando: (agora seja gentil e faça o som da telefonista: tulutululutululu). Obrigada.

Francy´s. – São Paulo. (sou eu) - Que bom que você atendeu.

É só para avisar que novembro começou. Você percebeu? Hoje já é dia 07… Sete dias já se passaram desse mês muito esperado por uns. (hei, amanhã é aniversário da Luna Sanches – parabéns para ela. Vamos gritar bem alto “queremos bolo – queremos bolo”.

Novembro é o mês de muita gente. É impressionante como existem sagitarianos no mundo (risos).  E nossa revista Mostra Plural também será sagitariana. Por isso, comecem a contar comigo os dias porque dia 30 o primeiro voluma da Revista Mostra Plural (que será editada pela dona Lunna) estará disponível apenas para os que fizerem reservas. Isso mesmo. O primeiro volume não será para todos (como eu sou má – adoro ser assim – detesto gente boazinha) – risos.

Sim, mas existem outras novidades, viu?
Mas por enquanto não pode dizer mais nada.



Ps. Vou desligar porque o custo dessa ligação está ficando muito alto. aff E olha que nem sou eu quem está pagando…

Ps. 2 - Para fazer a reserva do seu exemplar da Mostra Plural, faça uma ligação a cobrar para francysoliva@gmail.com e informe quantos exemplares você deseja da revista (máximo de 03 – mínimo de 01) – o envio será feito após o dia 30 de novembro. Para os que estão em São Paulo poderão ir buscar seu exemplar diretamente num local super, ultra secreto que será informado posteriormente… Coisa chique, não acha?

Ps. 3 – Aviso aos navegantes que apenas o volume um da revista será gratuito. Depois disso, ela passará a custar R$ 9,99. Mas para assinantes, o valor será de 5,00 (reais). E para assinar? Isso é algo que será informado após o lançamento da revista (claro). Depois que todo mundo sentir o gostinho das linhas da “mostra plural” em mãos…

Ainda é outubro (mantra do momento)…

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Preciso avisar que novembro trará muitas novidades. Mas ainda é outubro e tenho muito por fazer antes que novembro apareça com seus dias. Gente, já é quase novembro. Estou sem tempo. Por isso tenho aparecido pouco aqui. Mas eu tenho novidades. Mas é apenas para novembro. E como devem ter percebido ainda é outubro… Mas depois de amanhã…

Como eu não posso dizer mais nada: clique aqui e vá até ali descobrir “a menina que só sabia contar até dez”…

Mostra Plural…

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Revista ou Jornal?

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Eu não sei. Você sabe?

Então, a idéia é reunir palavras. Eu já disse isso aqui. E vamos ter muitas palavras. A edição, claro, ficará por conta da Lu Guedes que aceitou meu convite. A distribuição será feita aqui em São Paulo e para assinantes. O lançamento será em novembro. Novembro será um mês e tanto. Teremos muitos lançamentos… Mas não posso falar muito disso agora não. Não posso. Não posso. Não posso… (estou repetindo pra me convencer. Difícil – tem um demoniozinho em mim gritando: conta, conta, conta).

Voltando a Mostra Plural.

Já sabemos que teremos Fernando Pessoa, Alejandra Pizarnick. Serão sobre eles as duas principais matérias. Coisa de Capa como dizem por aí…

Teremos também espaço para Poesia. Não será nada parecido com as coisas que tem por aí. Não. Não e Não. A Lu não gosta de coisas iguais. Não contem pra ela, mas eu também não (risos). Crônicas e contos. E claro: não posso esquecer dos colunistas. A Lu ficou de verificar cinco colunistas que escreverão para todas as edições. Os assuntos mais variados possíveis: futebol, literatura, filmes, vida cotidiana, culinária…

A Mostra Plural é para ler no banheiro, sabe? Tem gente que lê no banheiro. Vai dizer que você não sabia… Por favor!

Enfim…

Na primeira semana de novembro (daqui uns dias) com horário de verão e tudo (eu detesto essa mudança de horário, meu corpo fica um horror) teremos a edição modelo pronta para exibir por aí.

… Plural como o “Uni - verso” …

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Sombras buscando corpos, se os achamos
Como sentir a sua realidade?
Com mãos de sombra, sombras, que tocamos?
Nosso toque é ausência e vacuidade.

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O sagrado sempre me faz rir. Por isso não faço preces. Não posso cumprir com uma coisas dessas. Terços. Rosários. Promessas. Escadarias. Velas acesas. É tudo muito proibido. Desnecessário. Mas me mandaram fazer uma oração...

Então é isso. O sagrado sempre me faz rir. E outras coisas também. Como gente que fuma. Gente que bebe. Gente que presta atenção nas cores alheias. Gente que inventa defeitos nos outros e nunca em si mesmo. Gente que se sente mais gente que os outros. Gente que não sabe nada de si mesmo, mas tudo dos outros. É isso. Isso me faz rir. E quando penso em mim, lendo Fernando Pessoa, respiro fundo e sabe o que eu faço? Sabe o que me apetece? O riso... Riso solto. Riso descontrolado. Riso insano. Riso bobo. Riso alto. Riso para os lados. Riso mesmo...

Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta 

Então, agora, depois do riso, olhando para o céu da varanda nesse novo cenário menos humano que eu habito, mergulho meus olhos num livro que fica sempre por perto e percebo o universo. Percebo Pessoa. Sua inacreditável experiência. Sim, porque ele é uma dessas pessoas que a tudo experimenta. Eu sei que deveria dizer "experimentou" - mas no caso dos poetas (pelo menos de alguns) não parece apropriado deixá-los entregue ao tempo do pretérito. Parece imperfeito demais. 

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.

E o riso volta, não para os lábios. Mas para o corpo, como um todo. Lembro da menina e sua insólita existência me mandando fazer uma oração. Credo. E o riso rompe os caminhos de sempre. Alcança as mãos, os pés, as pernas, as coxas, a barriga. Ressoa pelos cantos desse cômodo, esbarra nos móveis e volta. É isso. Assim surge uma idéia.

Eu sei que você não perguntou. Mas eu tinha que explicar. Só pra que você sabia que na primeira edição vou falar desse homem, esse mestre, esse senhor das palavras. Também conhecido como "Fernando Pessoa"...


… Plural como o “Uni - verso” …



Hoje é dia…

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Das crianças.

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Todo mundo já foi ou ainda é criança. Como dizia aquela música do Balão Mágico. Depende de nós. Pois bem, hoje é dia 12 de outubro. Dia das crianças.

No meu tempo de criança as brincadeiras invadiam as ruas no final da tarde: pique pega, pique esconde, mamãe da rua, queimada, alerta, pula corda e tantas outras coisas mais.

Na hora da televisão (antes de ir para a escola) os desenhos eram mais legais que essas coisas estranhas que invadiram a televisão nos últimos tempos: tartaruga tuchè, pepe legal, pica pau, tom & jerry, zé colmeia, bob pai e bob filho… Hoje são apenas memória da tv.

Minha brincadeira favorita era “roda”. Mãos dadas, músicas várias e os movimentos em círculo de um lado para o outro. As vezes acelerávamos até ficarmos tontos e cair ao chão em meio a gargalhadas animadas. O mundo girava e nós também. “como se fosse brincadeira de roda” – dizia Elis Regina que eu gostava de ouvir desde pequena.

Enfim, hoje é dia das crianças que hoje em dia vivem em suas casas, diante da tela mágica do computador. No meu tempo computador era uma palavra estranha, assim como e-mail e tantas outras coisas. O máximo da comunicação para mim era o telefone sem fio, feito com duas latas (fornecidas por minha mãe) com um barbante que ia de um furo da lata ao outro e pronto. Tínhamos um diálogo de janela a janela. Igual ao filme “quero ser grande” em que os dois amigos conversam até serem interrompidos pela mãe que determina a hora de dormir… Pois é, as vezes eu acordo e acho que as crianças dos tempos de hoje estão dormindo um sono profundo e eterno… hehehehe

O s.e.l.o

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coletanea

Depois de ver o que estão fazendo por aí, eu resolvi fazer melhor por aqui. Então é isso. Um selo. Esse aí de cima.

O selo “coletânea artesanal” está sendo criado como forma alternativa de publicação. Ou seja, ele propõe uma volta ao passado, quando os livros eram criados sem o interesse lucrativo das editoras, sem grandes tiragens, recorrendo ao recurso artesanal que fez, em outros tempos, da garagem da família Woolf uma espécie de gráfica, editando e publicando livros de grandes nomes da literatura.

Serão, inicialmente, publicados três livros por ano, com tiragem de 20 (vinte) exemplares por publicação. O valor do livro será definido de acordo com o material selecionado para publicação.

O processo de seleção se dará da seguinte maneira. Será preciso enviar o material para análise. Só publicaremos num primeiro momento os estilos: romances, novelas e contos. O livro não deverá ultrapassar 200 páginas, contando com o prefácio e demais páginas como: biografia e índice.

Toda a produção do livro será feita pela “estação zero” que também fará a produção do lançamento do livro, sempre em São Paulo.

A “estação zero” também será responsável pela venda dos livros e os valores serão repassados aos autores após a venda de todos os exemplares, já descontados os 25 (vinte e cinco por cento) de participação nas vendas.

Os autores assinarão contrato de exclusividade com a “estação zero” que terá direitos apenas para a primeira edição de publicação, ficando as demais edições a disposição do autor. Sendo que este também poderá optar por produzir uma segunda tiragem através do selo, mas sendo os gastos para com a publicação de total responsabilidade do autor.

Na primeira edição, o autor ficará obrigado a adquirir 10 (dez) exemplares de seu livro. A forma de pagamento deverá ser negociada entre autor e “estação zero”.

Para a estréia do projeto, em novembro. Serão selecionados três autores, que serão convidados a ter seus projetos lançados pelo selo “coletânea artesanal”. E para o ano de 2012, os lançamentos acontecerão em março, junho e setembro – respectivamente.

Sendo que o material deverá ser enviado até o dia 30 de novembro de 2011 para análise – onde será levado em consideração o conteúdo, a qualidade e o estilo de escrita.

Para ter seu material analisado, basta enviar sua produção em anexo: Arquivo Word, fonte Times new Roman – tamanho 12 – paragrafo 0,7 e sem espaço entre linhas – para francysoliva@gmail.com. No corpo do e-mail deverá conter todas as informações do autor: nome, telefone de contato, e-mail de contato - uma mini biografia e um release da produção. Sem tais informações, os e-mails não serão considerados.

Maiores informações através do e-mail francysoliva@gmail.com ou pelo telefone (11) 8884-7812.

E haverá poesias também…

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Sim, porque uma revista que tenha em suas páginas a intensão de abrir espaço para a literatura precisa de poesia. Assim sendo. Teremos poesia. Mas não será qualquer poesia. Ela terá que dizer algo. Saltar aos olhos. Arder na pele. Causar incomodo. Porque poesia precisa incomodar. Se não incomodar é apenas um verso solto no ar, saltando por cima das coisas e se perdendo junto a paisagem

Então vamos lá. Envie seus poemas (três no máximo) em anexo para francysoliva@gmail.com até o dia 30 de outubro de 2011 – o prefácio dos poemas publicados será escrito por um blogueiro convidado. Ninguém aqui ainda citou nomes, mas já há desenhos de pessoas na cabeça de alguém. Já pensou o que pode sair disso tudo? Sim, resolvemos que será prefáciado. Porque a Lu chama os prefácios de “ritual de apresentação”. Então será assim. Uma página. Ou duas. Para o prefácio. E meia dúzia de páginas para a poesia. Exatamente. Serão apenas seis poemas. Por edição. E nesta edição (primeira – zero – a cara na janela – o primeiro olhar no espelho pela manhã) vamos aproveitar o tema “primavera” – mas não é a primavera no sentido de estação do ano. É a primavera no sentido de florescer, ou seja, a “primavera de todas as coisas”.

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A JAULA

Lá fora faz sol.
Não é mais que um sol
mas os homens olham-no
e depois cantam.

Eu não sei do sol.
Sei a melodia do anjo
e o sermão quente
do último vento.
Sei gritar até a aurora
quando a morte pousa nua
em minha sombra.

Choro debaixo do meu nome.
Aceno lenços na noite
e barcos sedentos de realidade
dançam comigo.
Oculto cravos
para escarnecer meus sonhos enfermos.

Lá fora faz sol.
Eu me visto de cinzas.

Alejandra Pizarnik

Já temos uma certeza…

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imageA primeira matéria será sobre a mulher, mas não a mulher em si, será A mulher. Está me entendendo? Por que falar em mulher é um risco. É preciso desatino. É preciso marcar a ferro. É preciso andar no trilho, equilibrando-se. É preciso enlouquecer. Dias de fúrias. Dias de desconfortos. É preciso amanhecer. Fechar janelas. Abrir portas.

Enfim, temos uma certeza senhoras e senhores. A primeira matéria será sobre A mulher…

Era azul como a sua mão à hora da morte. Era a sua mão crispada, era o último orgasmo. Era a sua picha parada como um pássaro por cair, parada para a receber, a morte, a amante (ou não)
...Já não sei falar. Com quem?
...Nunca encontrei uma alma gémea. Ninguém foi um sonho. Deixaram-me com os sonhos abertos, com a minha ferida central aberta, com a minha ruína. Lamento; tenho esse direito. Assim mesmo, desprezo quem não se interessa por mim. O meu único desejo foi
...Não o direi. Até eu, sobretudo eu, me atraiçoo. Calei a minha alma como um bebé. Já não sei falar. Já não posso falar. Desperdicei o que não me deram, tudo o que tinha. E novamente a morte. Ameaça-me, é o meu único horizonte. Ninguém se parece com o meu sonho. Senti amor e maltrataram-no, sim, a mim que nunca quis. O amor mais profundo desaparecerá para sempre. Que poderemos nós amar a não ser uma sombra? Morreram já os sonhos sagrados da infância e também a natureza, a que me amava

Alejandra Pizarnik, Abril, 1972
(
Versão de HMBF)

Mostra Plural

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missivas

O desenho está começando a ser feito. Já temos um modelo em mente. Formato jornal. Mas será revista. Ou não será. Não importa. Estou cansada de nomes e rótulos. Será alguma coisa, imprecisa, que causa dúvidas e gere conflitos. Isso é de fato muito importante. Se não gerar conflito não serve… A arte é um estado constante de conflito.

Então teremos edições bimestrais e teremos convidados falando de coisas que selecionaremos durante as reuniões de pauta que deverão ocorrer dentre alguns dias.

Prepare-se: você poderá ser intimado a escrever…

Volto em breve
com mais informações.

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